PRÊMIO ENERGISA ARTES VISUAIS

Energisa

A Fundação Ormeo Junqueira Botelho retoma sua programação de exibir artistas selecionados no Prêmio Energisa de Artes Visuais – inaugurado na galeria de arte da Usina Cultural Energisa em setembro de 2011, com a exposição, Divortium Aquarum, do artista plástico convidado, José Rufino – com obras de AoLeo (RJ), Chico Dantas e Julio Leite (PB).

Até dezembro de 2012 o Prêmio Energisa prosseguirá com mais três exposições individuais (dois artistas paraibanos convidados, Marlene Almeida e Sérgio Lucena, e um premiado, Márcio Sampaio) e três coletivas, que incluirão nove artistas premiados. A comissão de curadores brasileiros – Fernando Cocchiarale, Glória Ferreira e Raul Córdula – responsável pela seleção/premiação dos 450 inscritos nesta edição do Prêmio Energisa de Artes Visuais, levou em conta propostas que apresentassem processos investigativos, atitude reflexiva diante da produção artística contemporânea e adequação entre conceito e linguagem utilizados, dentre outros critérios.

Nesta segunda coletiva, o artista paraibano, Chico Dantas propõe a obra, Terceiros, que consiste em um vídeo criado a partir de imagens captadas na internet e re-editadas, que mostram políticos envolvidos em cenas de corrupção, delinquentes capturados pela polícia e imagens do abate de um porco gravadas pelo autor, além de 30 fotomontagens digitais, que simulam documentos de identidade dos indivíduos, frames do vídeo e da imagem de um rótulo de embalagem para ração animal.

AoLeo, artista natural do Rio de Janeiro, exibe obras que são resultado de uma pesquisa fotográfica, Exercícios de Reflexão, produzidas no período de residência em TerraUna – Bolsa Interações Florestais/Funarte – entre março e abril de 2011. A obra, que consiste em fotografias com espelhos, insere o corpo na paisagem e a paisagem no corpo através de um jogo de reflexão. A palavra reflexão é pensada a partir de seu significado mais comum como fenômeno que se verifica quando um raio de luz incide sobre uma superfície plana e polida, voltando para o meio de onde partiu. Além disso, reflexão é um ato em virtude do qual o pensamento se volta sobre si mesmo para examinar seus elementos e combinações.

Já o artista, Julio Leite, também paraibano, nos apresenta sua Sala de Reforma. Segundo o artista, “Trata-se de uma simulação, usando o conceito de simulacro de Jean Baudrilard, em que utilizo elementos da construção civil para envolver um ambiente com tal aspecto.” A instalação é composta de fotografias de tijolos e pregos, além de restos e entulhos de construção (madeira, concreto, cimento, areia etc.) e um híbrido sonoro com “barulhos” de marretadas, marteladas, furadeiras, britadeiras... que são utilizados para “formatar” o ambiente da simulação.

Mais uma vez, convidamos o público a “entrar” nas obras destes três artistas, que exibem num mesmo ambiente – a galeria da Usina Cultural Energisa –, riquíssima interação entre diferentes linguagens e propostas, objetivo maior do Prêmio Energisa de Artes Visuais.

Obs. Uma conversa dos artistas expositores com o público interessado (estudiosos, estudantes, e professores de artes visuais, por exemplo) sobre processos criativos está prevista para acontecer, a partir de 15h, na sala Vladimir Carvalho da Usina Cultural Energisa em 7 de março, véspera da abertura da coletiva, que permanecerá em cartaz até 15 de abril.


Voltar