PRÊMIO ENERGISA ARTES VISUAIS

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Imprensa

O Prêmio Energisa de Artes Visuais é uma proposição da Usina Cultural Energisa e Fundação Ormeo Junqueira Botelho, realizada pelo Ministério da Cultura, com recursos obtidos por intermédio da Lei Rouanet.

Tem como principal objetivo selecionar propostas de dez (10) artistas e/ou coletivo de artistas brasileiros – sendo três (03) paraibanos, no mínimo –para integrar três (03) exposições coletivas na galeria de arte da Usina Cultural Energisa entre 2011 e 2012. Cada artista ou coletivo selecionado receberá prêmio aquisição no valor bruto de R$ 7.000,00 (sete mil reais).

A seleção será feita por uma comissão curatorial integrada por 03 (três) convidados, a quem caberá analisar e selecionar as propostas encaminhadas – via internet – pelos artistas interessados.

Cada exposição coletiva terá programação específica (palestras, debates, oficinas, projeto educativo etc.) de cinco dias, no máximo, e será realizada sob a orientação de um dos curadores convidados, que, juntamente com os expositores, estará presente durante a programação.

Os expositores selecionados não residentes em João Pessoa terão direito a hospedagem/alimentação, para que participem da programação e da produção/montagem das exposições.

Cada mostra terá texto de apresentação (do curador orientador) e folder padrão, além de cartilhas para nortear o projeto educativo das mostras. Ao final do projeto, será publicado um catálogo, com programação, textos, imagens etc. de todas as exposições.

Nos intervalos das exposições coletivas, ocorrerão (três) 03 mostras individuais de artistas locais, convidados pela Usina Cultural Energisa e Fundação Ormeo Junqueira Botelho: José Rufino, Marlene Almeida e Sérgio Lucena.

Prêmio Energisa de Artes Visuais inaugura primeira coletiva de artistas selecionados e premiados

Inaugurado na galeria de arte da Usina Cultural Energisa em setembro de 2011, com a mostra, Divortium Aquarum, do artista plástico convidado, José Rufino, o Prêmio Energisa de Artes Visuais prosseguirá durante todo o ano de 2012 com três exposições individuais (três artistas convidados e um selecionado/premiado) e quatro coletivas, com artistas selecionados/premiados. A comissão de curadores brasileiros responsável pela seleção/premiação dos inscritos levou em conta propostas que apresentassem processos investigativos, atitude reflexiva diante da produção artística contemporânea e adequação entre conceito e linguagem utilizados, dentre outros critérios.

As mostras individuais tem por objetivo reconhecer e referendar a trajetória de artistas paraibanos, cuja produção alcançou níveis diferenciados de excelência perante as instituições e o mercado de arte. Por sua vez, as mostras coletivas (com artistas oriundos de várias cidades do país) visam estabelecer uma aproximação entre artistas que vivem e produzem em diferentes contextos da arte brasileira, assim como revelar a multiplicidade e complexidade da cena contemporânea de artes visuais.

A primeira dessas coletivas, que será aberta no próximo 19 de janeiro, terá a participação dos artistas, Braz Marinho (PB), Amanda Mei (SP) e Laércio Redondo (RJ).

Natural de Sousa (PB), Braz Marinho vive e trabalha em Jaboatão dos Guararapes (PE), e seu trabalho já foi exibido em importantes instituições brasileiras e estrangeiras. A proposta por ele apresentada - Tô dentro, tô fora - consiste em uma transmissão, realizada em tempo real, de imagens da Av. Epitácio Pessoa, captadas por uma câmera escondida (estrategicamente instalada na fachada externa da Usina Cultural Energisa) e projetadas no interior da galeria, como se inexistissem paredes separando este espaço do fluxo contínuo da avenida. Ao transportar para o espaço expositivo interno assuntos ou fatos do espaço exterior (no caso, a Av. Epitácio Pessoa), assim estabelecendo uma conexão entre o universo da arte e a realidade dos fatos, a ideia do artista é explorar as relações intrínsecas entre público e privado, individual e coletivo.

Nascida em São Paulo (SP), Amanda Mei tem Licenciatura e Bacharelado em Artes Plásticas pela Fundação Armando álvares Penteado. Participa de grupos de estudo e projetos de pesquisa no Centro Cultural São Paulo, Instituto Itaú Cultural, 28ª Bienal de São Paulo, Faculdade Santa Marcelina, Instituto Tomie Ohtake etc. Sua proposta contempla a pintura a partir de experimentações com materiais alternativos (papelão, por exemplo), tendo como pano de fundo memórias e arquitetura dos espaços urbanos. Trata-se de uma seleção de pinturas e fotografias que visam aproximar diferentes técnicas e apresentar modos diversos de perceber os espaços que nos circundam.

O paranaense, de Paranavaí, Laércio Redondo, vive e trabalha entre Estocolmo e Rio de Janeiro. Cursou Artes Plásticas na Fundação Armando álvares Penteado e realizou pós-graduação na Konstfack, Estocolmo, Suécia. Intitulado, Carmen Miranda – Uma ópera da imagem, o projeto de Laércio utiliza-se da imagem de Carmen Miranda: cantora luso-brasileira, atriz da Broadway e de Hollywood, estrela de cinema atuante entre os anos 1930-50. Desenvolvido em colaboração com Márcia Sá Cavalcante Schuback, o projeto resultou em uma escultura sonora, que aborda principalmente os problemas da representação por meio do corpo performático de Carmen Miranda, um organismo público, que também se torna político, marcado por controvérsias entre Brasil e Estados Unidos na década de 1940. A imagem de Carmen é traçada por meio de categorias de deslocamento. Pode ser lida como um corpo que possui e revela as fantasias e ansiedades da ideologia dominante em relação à diferença sexual e étnica, e que revela e esconde as mensagens conflitantes de gênero. Desde então, Carmen tem alegoricamente alimentado também uma imagem ou "interpretações carnavalescas" dos trópicos nos quatro cantos do mundo ao longo dos tempos.

Uma conversa dos artistas expositores com o público interessado (estudiosos, estudantes, e professores de artes visuais, por exemplo) sobre processos criativos está prevista para acontecer, a partir de 15h, na Sala Vladimir Carvalho da Usina Cultural Energisa em 18 de janeiro, véspera da abertura da coletiva, que permanecerá em cartaz até 26 de fevereiro.

Serviço

O quê: Prêmio Energisa de Artes Visuais.

Quem: mostra coletiva, com os artistas, Amanda Mei (SP), Braz Marinho (PB) e Laércio Redondo (RJ).

Quando: 19 de janeiro, às 20h (abertura)
A exposição – entrada franca – estará aberta ao público entre 20 de janeiro e 26 de fevereiro, de terça a domingo, de 14 às 20h.

Onde: Galeria de arte da Usina Cultural Energisa, Av. Juarez Távora, 243 – Torre (fone 3221.4985).

Obs. Evento promovido pela Fundação Ormeo Junqueira Botelho/ Usina Cultural Energisa e realizado pelo Ministério da Cultura (Lei de Incentivo à Cultura) sob o patrocínio da Energisa Paraíba.



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